Parece história repetida, mas PAB não paga o que deve e empresa demite jornalistas

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Fotos: Reprodução

As pessoas com um pouco mais de idade lembram que quando você colocava um disco na “vitrola” e ele estava arranhado, a agulha ficava parada naquela lugar, repetindo o som. Essas informações que venho divulgando sobre o descalabro da administração Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), em Santos, parecem o som vindo de um Long Play ou vinil riscado.

Apesar do enorme empenho dos asseclas, que realizaram uma reunião secretíssima no último sábado, com a presença de PAB e secretários, para começar a preparar uma agenda positiva para o prefeito, que sonha ser governador de São Paulo, por sinal, tarefa pra lá de difícil, a situação já fugiu do controle. Continuo insistindo que passou da hora de alguém tomar uma atitude, pois o governo tucano está simplesmente destruindo tudo e mantendo apenas os benefícios dos amigos e da mídia parceira.

Como essa é mais uma notícia que ninguém vai publicar, vamos aos fatos, e não joguem os buldogues em cima de mim, pois tudo que vão ler aqui é verdade.

Se eu falar que a Prefeitura está devendo e não paga, parece conversa repetida. O tucano PAB teve a brilhante ideia de terceirizar o Departamento de Comunicação desde seu primeiro mandato. A empresa FSB, uma das maiores do País, ganhou a concorrência. A agência de comunicação contratou jornalistas para equipe, mas sempre ” aconselhou” a quem chegava que se filiasse a um sindicato de gaveta que ninguém nunca ouviu falar.

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Essa é uma maneira marota de tirar o Sindicato dos Jornalistas de dentro das agências e assessorias de imprensa e, ao mesmo tempo, evitar que a entidade represente a categoria, fiscalize de perto o que ocorre e force os jornalistas não concursados a sustentar uma entidade de fundo de quintal, que só deve defender os interesses dos patrões. Outra coisa, essas homologações serão feitas pelo tal Sindicato, que não tem nem uma convenção coletiva para servir de parâmetro. Absurdo total.

Acompanho isso há tempos e, inclusive, pedi uma reunião com o então secretário de Comunicação ou coisa parecida, Rivaldo Santos, e ele nem se dignou a me responder. Agora está na Ouvidoria Pública e bem longe do problema. E olha que o conheço há uns 20 anos ou mais.

Já não é de hoje que recebo reclamações das condições de trabalho e da pressão da chefia dentro da assessoria de Santos. O clima lá dentro é de arapongagem, apesar disso ter se tornado comum até em outras empresas de comunicação. Nas oportunidades em que estive na assessoria, alguns jornalistas que conheço e que trabalharam comigo, explicitamente, pediam que os diretores do Sindicato não ficassem conversando com eles, pois poderiam sofrer represálias, e que uma “chefete” costumava filmar com celular quem fazia isso. Outra coisa, ser filiado ao Sindicato dos Jornalistas não seria de “bom tom”, já que as agências de comunicação consideram que assessoria de imprensa não é função de jornalista. Em tempos que até apertador de parafusos anda escrevendo suas paginas por aí, é um raciocínio “normal.

A Diretoria Executiva do Sindicato dos Jornalistas chegou a pedir uma reunião com a FSB na Capital, mas não houve nem resposta da empresa.

 

Agora, que a FSB não está recebendo da Prefeitura, ela resolveu tomar atitudes. Somente nesta quarta-feira, quatro jornalistas, todos eles com extensa trajetória na Administração Pública, foram demitidos. Conheço todos e trabalhei diretamente com dois deles, profissionais do mais alto gabarito. Comenta-se que o facão deve pegar mais seis jornalistas em breve. Enquanto isso, PAB deve estar na sauna pensando na Agenda Positiva dele e no Palácio dos Bandeirantes.

A FSB teve seu contrato renovado recentemente. Agora, tem outro vínculo até 31 de março de 2018. Segundo a Prefeitura, o contrato é de R$ 8,9 milhões. A Prefeitura deve R$ 4,6 milhões, sendo a parcela mais antiga referente a julho de 2016, ou seja, há quase um ano não entra dinheiro no caixa de uma das maiores agências de comunicação do País. Você sabe que PAB não se preocupa com problemas menores, então quatro jornalistas demitidos, não têm nenhuma importância na administração tucana. O negócio é alugar imóvel dos amigos e pagar em dia, pois a verba está garantida.

A Prefeitura garante que sabe do ajuste efetuado pela FSB, com as quatro dispensas, mas não admite que tenha responsabilidade na questão, mesmo não pagando pelos serviços prestados. Eles afirmaram que ” o motivo é a necessidade do ajuste dos custos internos, mantendo o mesmo padrão de atendimento, em função do atual quadro financeiro”, declaração que beira o cinismo. A conferir.

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